Pesquisar

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Material para prova - DIRETRIZES PARA A LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS


Alunos, segue abaixo material para a prova, lembrando que no próximo dia 19/04 farão o exame os alunos de número ímpar; no dia 26/04 será a vez dos alunos de número par. Peço aos alunos que vão até o laboratório 1, caso mudemos de sala haverá aviso.
Atenciosamente
Fabricio

DIRETRIZES PARA A LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

—  A leitura é um método de estudo que tem como objetivos:

◦       favorecer a compreensão global do significado do texto;
◦       treinar para a compreensão e interpretação crítica dos textos;
◦       auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico;
◦       fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários, no estudo dirigido, no estudo pessoal e em grupos, na confecção de resumos, resenhas, relatórios etc.
◦       Análise textual:
◦       preparação do texto;
◦       trabalhar sobre unidades delimitadas (um capítulo, uma seção, uma parte etc., sempre um trecho com um pensamento completo);
◦       fazer uma leitura rápida e atenta da unidade para se adquirir uma visão de conjunto da mesma;
◦       levantar esclarecimentos relativos ao autor, ao vocabulário específico, aos fatos, doutrinas e autores citados, que sejam importantes para a compreensão da mensagem;
◦       esquematizar o texto, evidenciando sua estrutura redacional.
◦       Análise temática:
◦       compreensão do texto;
◦       determinar o tema-problema, a ideia central e as ideias secundárias da unidade;
◦       refazer a linha de raciocínio do autor, ou seja, reconstruir o processo lógico do pensamento do autor;
◦       evidenciar a estrutura lógica do texto, esquematizando a sequência de ideias.
◦       Análise interpretativa:
◦       interpretação do texto;
◦       situar o texto no contexto da vida e da obra do autor, assim como no contexto da cultura de sua especialidade, tanto do ponto de vista histórico como do ponto de vista teórico;
◦       explicitar os pressuposto filosófico do autor que justifiquem suas posturas teóricas;
◦       aproximar e associar ideias do autor expressas na unidade com outras ideias relacionadas à mesma temática;
◦       Análise interpretativa:
◦       exercer uma atitude crítica diante das posições do autor em termos de:
◦       coerência interna da argumentação;
◦       validade dos argumentos empregados;
◦       originalidade do tratamento dado ao problema;
◦       profundidade de análise ao tema;
◦       Alcance de suas conclusões e consequências;
◦       apreciação e juízo pessoal das ideias defendidas.
◦       Problematização:
◦       discussão do texto;
◦       levantar e defender questões explícitas ou implícitas no texto;
◦       debater questões afins sugeridas pelo leitor.
◦       Síntese pessoal:
◦       reelaboração pessoal da mensagem;
◦       desenvolver a mensagem mediante retomada pessoal do texto e raciocínio personalizado;
◦       elaborar um novo texto, com redação própria, com discussão e reflexão pessoais.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.--.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
TEXTO NARRATIVO
•       ESTRUTURA DA NARRATIVA
–      Enredo:

•       Situação inicial
•       Complicação
•       Clímax
•       Desfecho
               
•       Personagens: descrição física e descrição psicológica.
•       Tempo: momento em que ocorrem as ações.
•       Espaço: lugar onde as ações ocorrem.
•       Foco narrativo:
–      1ª pessoa – o narrador participa das ações
–      3ª pessoa – o narrador é simples observador.
–      Narrador Onisciente
•       O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história da qual participa também como personagem.  Ele tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer ao mesmo tempo essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador.
O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações. Ele conhece todos os fatos e por não participar deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.
•       O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa, às vezes, permite certas intromissões narrando em 1ª pessoa. Ele conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos. Ele é capaz de revelar suas vozes interiores, seu fluxo de consciência, em 1ª pessoa. Quando isso acontece o narrador faz uso do discurso indireto livre. Assim o enredo se torna plenamente conhecido, os antecedentes das ações, suas entrelinhas, seus pressupostos, seu futuro e suas consequências.
•       TIPOS DE DISCURSO
•       DISCURSO DIRETO
•       1- O narrador reproduz literalmente a fala das personagens.
•       2- Uso dos verbos de elocução (dicendi ou declarandi): dizer, perguntar, responder, contestar, indagar, pedir, etc...
•       3- Esses verbos indicam o interlocutor que está com a palavra.
•       4- Sinais de pontuação: dois pontos, travessão, aspas, vírgulas.
DISCURSO INDIRETO
1- A fala (ou pensamento) da personagem é reproduzida  pelas palavras do narrador.
2- Os verbos dicendi constituem o núcleo do predicado da oração principal.
3- A essência da fala da personagem é o complemento do verbo dicendi (oração subordinada).
•       4- Os conectivos geralmente empregados são: que, se, como, etc... 
DISCURSO INDIRETO LIVRE
•       Predomínio da ambigüidade: não se pode precisar com exatidão quem fala – o narrador ou a personagem.
•       A fala (do narrador ou da personagem ) mistura-se à matéria narrada.
•       Relação de independência: não se liga a um verbo dicendi, nem se justapõe a ele.
•       Não há sinais de pontuação que o introduzem.
•       Uso freqüente do pretérito imperfeito e dos pronomes de terceira pessoa.
•       Como não depende de um verbo dicendi, é impossível transformá-lo em objeto direto de um verbo transitivo, ou seja, não há passagem do discurso direto livre para outro discurso. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...